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Como dar banho a um gato sem que nenhum dos dois se magoe

Como dar banho a um gato sem que nenhum dos dois se magoe

A maioria dos gatos raramente precisa de banho e detesta a ideia — mas de vez em quando um é inevitável. O truque é a preparação, uma montagem calma e um método que mantenha a água longe da cara e as garras longe de si.

Um gato saudável limpa-se sozinho e quase nunca precisa de banho. As vezes em que sim, são precisas: algo tóxico ou pegajoso no pelo, um champô medicamentoso pedido pelo veterinário, ou um gato muito sujo, idoso ou com excesso de peso que já não consegue manter-se limpo. Quando surge um desses casos, o objetivo é um banho rápido, calmo e seguro — não um ritual semanal, e não uma luta.

Primeiro, decidir se um banho completo é sequer preciso

Muitas vezes não é. Um pano húmido sobre a zona suja, uma espuma sem enxaguar própria para animais, ou amido de milho e uma escova para uma mancha gordurosa resolvem quase tudo aquilo por que se corre à banheira. Se vai dar banho, escove primeiro o pelo — um nó aperta-se numa placa sólida assim que se molha, portanto trate qualquer emaranhado antes da água, não depois. Corte também as unhas antes; é o que mais muda como corre o banho para os seus braços.

Preparar tudo antes de o gato estar na divisão

Um gato molhado não espera enquanto procura a toalha. Ponha um tapete antiderrapante no lava-loiça ou na banheira, deixe correr uns centímetros de água morna — não quente — e tenha à mão champô para gatos, um jarro para enxaguar e duas toalhas. Use um champô formulado para gatos: os produtos para cães e humanos têm o pH errado para a pele felina. Feche a porta, mantenha a divisão calma e, se puder, que uma segunda pessoa calma segure enquanto lava.

O método

Baixe o gato com cuidado e molhe-o do pescoço para trás com o jarro, mantendo a água longe da cara e fora dos ouvidos. Ensaboe, depois enxague até a água sair de todo limpa — um resto de champô irrita a pele e é lambido depois. Nunca deite água sobre a cabeça: limpe a cara só com um pano húmido. Trabalhe depressa e fale com calma; quanto mais depressa acabar, melhor corre.

Secar e deixá-lo recuperar

Envolva o gato numa toalha e dê toques em vez de esfregar, depois mantenha-o quente e sem correntes de ar até estar de todo seco — um gato molhado arrefece depressa. Um gato de pelo comprido precisa de ser penteado enquanto seca para o pelo não se emaranhar de novo. A maioria dos gatos odeia o barulho do secador, por isso uma divisão quente e toalhas costumam ganhar-lhe. Depois deixe o gato em paz para descomprimir; o banho não é o momento dos miminhos.

Quando desistir e chamar um profissional

Um gato que entra em pânico, morde a sério ou tem o pelo emaranhado num feltro compacto é trabalho de tratador ou veterinário, por vezes sob sedação ligeira, resolvido em segurança em minutos em vez de disputado em casa. O mesmo para um gato frágil, idoso ou doente. Forçar um gato aterrorizado através de um banho ensina-o a temê-lo a si e à casa de banho, o que é pior resultado do que um gato um pouco sujo.

Quando um banho não pode esperar — e quando parar e ligar ao veterinário

Às vezes não há tempo para ir aos poucos: o gato pisou algo pegajoso, sujo ou tóxico que não deve lamber. Então a prioridade é tirar a substância depressa e em segurança. Enxague primeiro a zona afetada com água morna limpa para diluir e levar o grosso, depois lave só essa parte com champô para gatos se o gato permitir, mantendo o resto do pelo o mais calmo e seco possível. A rapidez e um foco estreito valem aqui mais do que um banho completo e longo.

Algumas coisas, porém, são uma chamada antes de serem um banho. Óleo, tinta, alcatrão, um produto de jardim, tudo o que seja cáustico, ou uma substância que não reconheça justificam ligar primeiro ao veterinário ou a um centro de intoxicações, porque os reflexos caseiros — solventes, detergente da loiça, água quente, esfregar com força — podem empurrar a substância para a pele ou pô-la em carne viva, e alguns contaminantes tiram-se mais seguros cortando o pelo do que lavando. Pare também se o gato passar do protesto ao pânico real: um gato que se debate, grita ou morde a sério pode magoar-se e magoá-lo, e uma tarefa tornada luta é para um tratador ou veterinário que a possa fazer em segurança, por vezes com sedação ligeira, numa fração do tempo.

As limpezas sem água que evitam a banheira de todo

Para a sujidade do dia a dia, muito mais comum, raramente precisa de água, e correr à banheira por reflexo é precisamente o que faz do banho uma luta. Uma espuma sem enxaguar para animais ou um toalhete de higiene para gatos limpa uma zona suja sem enxaguar e sem drama, o que serve a um gato que odeia água muito melhor do que um banho completo de que se lembrará e lho censurará. O amido de milho trabalhado numa mancha gordurosa e depois escovado levanta o óleo; um pano de microfibra passado ao longo do pelo no sentido do pelo refresca um gato entre coisas mais aparatosas.

Adaptar o método à sujidade é quase toda a arte. Uma única pata enlameada é trabalho de um pano morno húmido, não de banho. Um pouco de comida ou areia colada ao pelo penteia-se assim que amolecido. Um cheiro leve vem em geral da cama mais do que do gato, por isso lavar a cama faz mais do que lavar o animal. Manter o pelo escovado e o caixote limpo tira quase todas as razões pelas quais um gato se suja — por isso, para a grande maioria dos gatos, a resposta honesta a « como dou banho ao meu gato » é que quase nunca tem de o fazer, e as vezes em que sim são a exceção a preparar com calma em vez da rotina a temer.

Com que frequência devo dar banho ao meu gato?

A maioria dos gatos nunca precisa de um banho de rotina — limpam-se sozinhos. Dê banho só por uma razão precisa: algo tóxico ou pegajoso no pelo, um champô medicamentoso pedido pelo veterinário, ou um gato idoso ou com excesso de peso que já não se consegue limpar. Um pano húmido ou uma espuma sem enxaguar resolve a maioria dos outros casos.

Que champô posso usar num gato?

Um champô formulado para gatos. Os produtos para humanos e cães têm o pH errado para a pele felina e podem irritá-la, e o gato lambe depois o que fica, por isso o resíduo conta mais do que num cão. Enxague até a água sair de todo limpa.

O meu gato odeia água — como lhe dou banho?

Prepare tudo primeiro, corte as unhas, e faça curto e calmo: um tapete antiderrapante, uns centímetros de água morna, lave do pescoço para trás com um jarro, e nunca sobre a cara. Um lava-loiça ou uma segunda pessoa ajuda. Se o gato entrar mesmo em pânico, pare e deixe um tratador ou veterinário fazê-lo em segurança.

Posso usar champô de cão ou humano num gato?

Não. Ambos têm o pH errado para a pele de um gato e podem deixá-la irritada e escamosa, e o gato relambe o resíduo logo. Use um champô para gatos, ou peça ao veterinário um medicamentoso se o banho for por um problema de pele.

Como seco um gato depois do banho?

Envolva-o numa toalha e dê toques em vez de esfregar, depois mantenha-o quente e sem correntes de ar até estar de todo seco, porque um gato molhado arrefece depressa. Penteie um pelo comprido enquanto seca para não emaranhar. A maioria dos gatos acha o secador aterrador, por isso uma divisão quente e toalhas costumam ser a opção mais calma.