
Com que frequência dar banho a um cão? Depende do pelo
A maioria dos cães precisa de banho muito menos vezes do que os donos pensam, e lavar demais tira o pelo e seca a pele. A frequência certa segue o tipo de pelo e a vida que o cão leva. Aqui o guia, pelo a pelo.
A maioria dos cães precisa de um banho a cada poucas semanas a cada poucos meses, não todas as semanas — e lavar com demasiada frequência faz mais mal do que um pouco de cheiro a cão. O ritmo certo depende do pelo que o cão veste e da vida que leva, por isso a resposta honesta é um intervalo, não um número.
Porque lavar demais sai o tiro pela culatra
A pele e o pelo de um cão são mantidos em condição por óleos naturais, e ensaboar com frequência tira-os, deixando a pele seca e com comichão e um pelo que parece pior em vez de melhor. A menos que um veterinário tenha prescrito uma lavagem medicamentosa para uma afeção de pele, mais banhos são normalmente um passo na direção errada.
Há aqui um ciclo que vale a pena reconhecer, porque muitos donos estão presos nele. Lavar tira os óleos, a pele seca e faz comichão, o cão coça-se e começa a cheirar, e o cheiro leva a outro banho. Quebrá-lo significa normalmente dar banho menos em vez de mais, escovar mais e — se a comichão persistir por si — mandar ver a pele em vez de a lavar de novo.
Ajuste a frequência ao pelo
O pelo marca o passo. Pelos curtos e lisos precisam de banho raramente e limpam-se com facilidade entre vezes. Os pelos duplos espessos gerem-se sobretudo por escovagem, com um banho à volta das mudas pesadas. Pelos compridos e sedosos precisam de lavagem mais regular para se manterem sem nós, e os encaracolados seguem uma rotina de banho e tosquia juntos. Compare tipos de pelo no catálogo com o filtro de pelo na página das raças.
Alguns pelos vêm com as suas próprias regras. Os terriers de pelo duro perdem a sua textura áspera se banhados com frequência e são tradicionalmente arrancados à mão. As raças sem pelo são a exceção que precisa genuinamente de lavagem frequente, porque não há pelo para levar os óleos da pele e estes acumulam-se. E um pelo duplo pesado retém água: um cão mal seco pode acabar com a pele húmida sob o pelo denso, que é uma boa forma de criar um ponto quente.
Entre banhos, a escova faz o trabalho
A escovagem, não o banho, é o verdadeiro cuidado do pelo para a maioria dos cães. Levanta a sujidade e o pelo solto, espalha esses óleos protetores ao longo do pelo, e evita os nós que um banho sozinho não resolve. Um cão bem escovado precisa da banheira muito menos vezes do que um negligenciado.
A maior parte do que as pessoas lavam pode ser resolvido sem banho nenhum. A lama seca e escova-se para fora, os pés e a barriga limpam-se com um pano húmido, e um cheiro ligeiro vem normalmente das orelhas, boca, pregas de pele ou de uma glândula anal em vez do pelo em geral — nenhum dos quais o champô resolve. Perceber de onde vem de facto um cheiro é mais útil do que lavar o cão inteiro no pressuposto de que é geral.
Como dar banho a um cão como deve ser
Escove primeiro, sempre: a água transforma nós soltos em nós apertados, e um cão emaranhado deve ser penteado antes de sequer ser lavado. Use água morna, molhe o pelo até ao fundo, e trabalhe o champô até à pele em vez de por cima de um pelo denso. Mantenha-o fora dos olhos e das orelhas, e enxague durante mais tempo do que parece necessário — resíduo deixado num pelo faz comichão por si só e é uma razão comum para um cão se coçar depois do banho.
Depois seque como deve ser. Um pelo duplo deixado húmido junto à pele convida a sarilhos, por isso esfregue com força a toalha e use um secador em posição fria se o cão o tolerar. Mantenha tudo curto e bem pago: um banho é um exercício de manuseio tanto como uma lavagem, e um cachorro que aprende que a banheira é aborrecida e acaba em queijo é um cão que consegue lavar aos dez sem uma luta.
O corredor dos champôs, brevemente
Use um champô feito para cães em vez de um humano, porque a pele canina fica num pH diferente e os produtos humanos secam-na e irritam-na — e salte o atalho do champô de bebé pela mesma razão. Para além disso, simples e sem perfume vence o elaborado: a fragrância é para si, e é um dos irritantes mais comuns no frasco. Se um veterinário prescreveu uma lavagem medicamentosa, siga o horário e o tempo de contacto ao pormenor, já que esses produtos funcionam por ficar na pele um número definido de minutos em vez de serem ensaboados e enxaguados logo.
Quando dar banho independentemente do calendário
Algumas coisas passam à frente do calendário: uma rebolada em algo nojento, uma afeção de pele genuína que o seu veterinário está a tratar, ou um champô medicamentoso prescrito num horário definido. Fora essas, deixe o pelo e um teste de cheiro decidir, e pegue na escova antes do champô.
Um par de exceções são urgentes e não cosméticas. Um cão que passou por algo cáustico, oleoso ou químico precisa de lavagem imediata e de uma chamada ao veterinário, e um que esteve em água com uma floração de algas verde-azuladas precisa de enxaguamento completo e de conselho veterinário de imediato, porque essa toxina pode ser engolida a partir do pelo durante a higiene. Nesses casos a pergunta não é se o pelo pode dispensar uma lavagem.
Cachorros, e cães idosos
Os cachorros não precisam de muita lavagem e precisam sobretudo da associação construída — sessões curtas, mornas e positivas com muitos petiscos, na idade com que o seu veterinário esteja à vontade, para que a banheira seja um dado conhecido muito antes de ser uma necessidade. No outro extremo, um cão idoso acha o banho mais difícil do que parece: estar de pé num chão molhado é uma exigência real para articulações rígidas, por isso use um tapete antiderrapante, mantenha a sessão curta e seque bem, já que um cão idoso húmido apanha frio. As outras coisas que mudam com a idade cobre o que mais muda ao mesmo tempo.
Com que frequência devo dar banho ao meu cão?
Para a maioria dos cães, a cada poucas semanas a cada poucos meses, consoante o pelo e quão sujo o cão fica. Lavar semanalmente costuma tirar os óleos naturais do pelo e secar a pele, por isso menos é muitas vezes mais.
É mau dar banho a um cão com demasiada frequência?
Sim. O banho frequente remove os óleos que mantêm a pele e o pelo saudáveis, o que pode deixar a pele seca e com comichão. A menos que um veterinário tenha prescrito uma lavagem medicamentosa, lavar demais tende a causar os próprios problemas que se procura resolver.
Com que frequência devo dar banho a um cão de pelo duplo?
Raramente — um pelo duplo mantém-se sobretudo por escovagem, com um banho à volta da muda duas vezes por ano. A escovagem regular faz muito mais pelo pelo do que a banheira, e lavar demais pode danificá-lo.
Devo escovar ou dar banho ao meu cão?
Escove primeiro e mais. A escovagem remove sujidade e pelo solto, espalha os óleos protetores e evita o emaranhamento, e mantém um cão limpo entre o banho ocasional de que o pelo de facto precisa.
Posso usar champô humano no meu cão?
Melhor não — a pele de um cão tem um pH diferente, e o champô humano pode irritá-la e secá-la. Use um champô feito para cães, ou o medicamentoso que o seu veterinário recomende para uma afeção de pele.
Porque é que o meu cão ainda cheira depois do banho?
Porque o cheiro provavelmente não vem do pelo. As orelhas, os dentes, as pregas de pele e as glândulas anais são as fontes habituais, e nenhuma é resolvida por champô. Odor persistente depois de uma lavagem merece a vista de um veterinário em vez de outro banho.
Como dou banho a um cão que o detesta?
Parta-o em pedaços que o cão consiga gerir — a banheira vazia e um petisco, depois um pano húmido morno, depois uma lavagem curta — e mantenha a água morna e a sessão breve. O piso antiderrapante importa mais do que a maioria dos donos espera, já que grande parte do medo é de escorregar e não da água.
Preciso de secar o meu cão depois do banho?
Sim, como deve ser — sobretudo um pelo duplo espesso, que pode ficar húmido junto à pele muito depois de a superfície parecer seca e é uma boa forma de produzir um ponto quente. Esfregue com firmeza a toalha e use um secador frio se o cão o aceitar.